quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O Brasil lidera a pesquisa biofarmacêutica na América Latina



O Brasil lidera a pesquisa biofarmacêutica na América Latina, com investimentos nos últimos anos que permitiram ao país ser sede de importantes testes clínicos e levaram a um aumento significativo de publicações e patentes.

Os dados fazem parte de um relatório produzido pela empresa de consultoria Charles River Associates (CRA), a pedido da International Federation of Pharmaceutical Manufacturers & Associations (IFPMA), que nesta quarta-feira iniciou em Genebra sua 26ª assembleia bienal.

O estudo analisa as políticas, o entorno e a prioridade dada à inovação biofarmacêutica em oito países de renda média: Brasil, China, Colômbia, Coreia do Sul, Índia, Malásia, Rússia e África do Sul.

O relatório destaca como principais fatores de êxito uma legislação adequada e a coordenação entre o estado e a indústria, além da adequada proteção da propriedade intelectual.

Apesar de os centros de pesquisa e desenvolvimento farmacêuticos seguirem majoritariamente concentrados nos países em desenvolvimento, estes estão se deslocando lentamente para nações de renda média.

A China já acolhe 12 centros deste tipo e é seguida pela Índia, com três. Apesar de o Brasil ter apenas um, conseguiu liderar junto à China o número de testes clínicos realizados nos países de renda média (15% do total).

O relatório indica que a infraestrutura médica, a população e a necessidade de abastecer o mercado local são alguns dos aspectos que explicam o rápido aumento dos testes clínicos na China e no Brasil.

De fato, estes dois países tiveram um crescimento de três dígitos em suas publicações científicas entre 2000 e 2010. O estudo avalia os países com relação a sete aspectos que aumentam sua capacidade de promover a inovação, e dá ao Brasil uma pontuação média de 3, em uma escala com máximo de 5.

O Brasil se destaca pelo número de publicações, que é considerado 'bom', enquanto a pior nota corresponde à criação de novos remédios, definida como 'pobre'.

Fonte: agência de notícias EFE

Bahiafarma: a Bahia vai produzir medicamentos para transplantados




O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou nesta quarta-feira (31), durante a 3ª Reunião do Comitê Executivo e Conselho de Competitividade do Complexo Industrial da Saúde (Gecis), em Brasília (DF), acordos para a formalização de 20 novas Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs) para a produção nacional de medicamentos e vacinas. Entre as parcerias, duas envolvem a Bahiafarma e o laboratório Novartis. A partir deste acordo, a indústria baiana produzirá os medicamentos Everolimo, um imunossupressor utilizado para prevenir a rejeição de órgãos transplantados, e Micofenolato de Sódio, imunossupressor utilizado para prevenir a rejeição ao transplante renal.
Pelos acordos, os laboratórios estrangeiros se comprometem a transferir aos laboratórios brasileiros a tecnologia para a produção nacional do medicamento ou da vacina, dentro de um prazo de cinco anos. Como contrapartida, o governo garante exclusividade na compra desses produtos – pelos menores valores cotados no mercado mundial – durante esse mesmo período. 'O objetivo das parcerias é ampliar o acesso da população a estes medicamentos e vacinas e, ao mesmo tempo, incentivar a produção tecnológica no país, fortalecer os laboratórios públicos nacionais e reduzir a vulnerabilidade do Brasil frente ao mercado internacional de produtos para a saúde', explicou Alexandre Padilha. 'Não existe nenhuma possibilidade de um país se tornar rico, se ele não tiver uma indústria forte e inovadora no campo da saúde', completou o ministro.
Com essa nova parceria, a Bahiafarma produzirá quatro medicamentos para pacientes do Sistema Único de Saúde. Além dos anunciados com a assinatura dos acordos nesta quarta-feira, serão produzidos o Sevelamer, destinado ao controle de fósforo em doentes renais crônicos, e o Cabergoline, utilizado no tratamento de tumores que produzem prolactina.
Todas as parcerias compreendem 19 medicamentos e duas vacinas e envolvem 29 laboratórios, sendo 12 públicos e 17 privados. São 11 classes terapêuticas de medicamentos: antiasmáticos, antiparkinsonianos, antipsicóticos, antirretrovirais, biológicos, distúrbios hormonais, hemoderivado, imunobiológicos, imunoestimulantes, imunossupressores, e oncológicos. Atualmente, a maior parte desses produtos é importada pelo Ministério da Saúde e ofertada a usuários do SUS. O medicamento oncológico Docetaxel e as vacinas Tetraviral e Hepatite A estarão disponíveis no SUS a partir do próximo ano. 'A produção nacional destes 21 produtos representa um marco para a indústria brasileira e para o país', destacou o ministro Alexandre Padilha.
Recriação da Bahiafarma
O ato de recriação da Bahiafarma como fundação estatal, por iniciativa do Governo do Estado, através da Secretaria da Saúde do Estado, aconteceu em junho de 2011 dentro da reunião do Grupo Executivo do Complexo Industrial de Saúde (Gecis), que foi realizado em Salvador, e contou com a presença do governador Jaques Wagner, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha e do secretário da Saúde do Estado, Jorge Solla.  A empresa, que foi fechada em 1996 e extinta em 1999, terá duas unidades de produção – uma no Centro Industrial de Aratu (CIA) e outra em Vitória da Conquista. Com a iniciativa, a Bahia volta a estar inserida no cenário nacional como estado produtor de insumos farmacêuticos. 

Fonte: TV Aratu

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Alice defende alteração de Farmácia para Estabelecimento de Saúde




A deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA), presidenta da Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Farmacêutica, esteve reunida na semana passada com o presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), Ronald dos Santos, para discutir ações na busca pela aprovação do substitutivo do deputado Ivan Valente (PSOL-SP), ao PL 4385/94, que transforma Farmácia em Estabelecimento de Saúde Pública.


Alice Portugal lembrou que a farmácia é uma profissão milenar e que no dia a dia busca o uso racional dos medicamentos. “Medicamento não é qualquer mercadoria e precisa ser tratado com todo o rigor técnico e manipulado por um profissional farmacêutico. Portanto, é fundamental a defesa do farmacêutico na farmácia e a garantia de que a farmácia seja definitivamente encarada como um estabelecimento de saúde pública”.

A deputada é uma das entusiastas, na Câmara dos Deputados, pela aprovação do substitutivo do deputado Ivan Valente (PSOL-SP). “Projeto que está pronto para ser votado na mesa diretora da Casa e que conta com o apoio da maioria dos líderes dos partidos políticos e também com o apoio do ministro da saúde, Alexandre Padilha”.

Outro tema do encontro foi o pedido da Fenafar para que a deputada requeira o apensamento do PL 3360/12 (que permite aos técnicos se responsabilizarem por farmácias) ao substitutivo, do deputado Ivan Valente (PSOL-SP), do PL 4385/94. Para o presidente da Federação, o PL 3360/12 “representa um retrocesso na luta por uma política que tenha na farmácia um estabelecimento de saúde, e não um ponto de venda. Por isso, a Fenafar considera fundamental que essa discussão esteja vinculada ao debate sobre o papel da farmácia”, afirmou Ronald dos Santos.

A deputada Alice Portugal considera necessário o questionamento de projetos existentes na Casa que propõem a precarização da venda de medicamentos, como também a flexibilização da presença dos farmacêuticos nos estabelecimentos. “Projetos que são verdadeiros atentados à saúde pública no Brasil”. 

Para Alice é indispensável à presença do farmacêutico na farmácia, pois, “é o profissional qualificado para orientar aos pacientes sobre o uso, procedimentos e aplicação das inúmeras fórmulas farmacêuticas existentes”. O profissional colabora para reduzir a automedicação e a chamada ‘empurroterrapia’, prática antiga no Brasil e irregular de acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Segundo informações do DataSUS 2012, o consumo inadequado de medicamentos é a principal causa de intoxicação no país com 37% dos casos de envenenamento.

A aprovação do substitutivo do deputado Ivan Valente (PSOL-SP) ao PL 4385/94 reúne a Fenafar e demais entidades da categoria na luta para que a farmácia e o medicamento estejam em sintonia com as políticas de saúde e não subordinadas aos interesses econômicos privados. Nas farmácias e drogarias cada profissional tem um papel e uma responsabilidade a cumprir, cabendo ao farmacêutico à responsabilidade sobre os estabelecimentos.

De Salvador,
Ana Emília Ribeiro
Com informações da Ascom – Alice Portugal

domingo, 16 de setembro de 2012

Genéricos são em média 55,5% mais baratos


Pesquisa do Procon comparou 58 remédios em 15 farmácias da capital. Alguns superam os 1.000% de diferença
Os medicamentos genéricos são, em média, 55,5% mais baratos do que os de referência, mas em alguns itens tal  índice supera os 1.000%. A conclusão é de uma pesquisa da Fundação Procon-SP feita em farmácias e drogarias de todas as regiões capital.
O Cozaar, do laboratório Marck Sharp, por exemplo, foi encontrado em uma farmácia por R$ 29,72, enquanto em outra o seu correspondente genérico, Losartana Potássica, era vendido  por R$ 1,45, uma diferença de 1.949,65%.
A pesquisa foi  realizada em agosto, em 15 drogarias, distribuídas pelas cinco regiões da cidade. Ao todo, foram pesquisados 58 medicamentos, sendo 29 de referência e 29 genéricos.

Entre os medicamentos de referência, a diferença também é acentuada em alguns casos. O Dexason (Acetato de Dexametasona),  por exemplo, foi encontrado por R$ 8,49 em um estabelecimento e por R$ 1,94 em outro, uma diferença de 337,63%. No caso dos genéricos, pela Losartana Potássica foi cobrado R$ 30,10 em uma farmácia e R$ 1,45 em outra, uma diferença de 1.975,86%.
Fonte DIÁRIO SP