quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O mercado farmacêutico brasileiro investe apenas 10% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento

 Diretora da Injoy Blend, Danieli Junco, afirma que países como os EUA investem o dobro e ressalta a importância da pesquisa de mercado para análise da qualidade dos produtos e serviços  No ano passado, o mercado farmacêutico brasileiro faturou mais de R$ 36 bilhões. Apenas neste primeiro semestre de 2011, foram cerca de R$ 20 bi, representando um aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2010, segundo levantamento da Sindusfarma. 'As projeções tanto para o varejo como para a indústria do país são excelentes, mesmo frente à instabilidade da economia internacional', afirma Danieli Junco, diretora da Injoy Blend, consultoria de gestão e marketing na área da saúde.  Mas apesar do cenário do cenário promissor, a especialista alerta que o investimento em pesquisa e desenvolvimento deve acompanhar o atual ritmo de crescimento. Em 2009, o setor farmacêutico nacional destinoO mercado farmacêutico brasileiro investe apenas 10% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento u aproximadamente R$ 4 bilhões para pesquisa, marketing e lançamento de novos produtos. 'Em relação ao faturamento do ano foi um investimento de 10%, que ainda é baixo. A média de países como os EUA, que lideram grande parte do mercado, é algo em torno de 20%, ou seja, o dobro', compara.  A diretora da Injoy Blend explica ainda que esse tipo de investimento deve ser visto como sinônimo de planejamento e uma importante ferramenta para atingir seus potenciais consumidores. 'As indústrias farmacêuticas, por exemplo, precisam interagir com os médicos, responsáveis pela prescrição dos medicamentos, com o varejo, importante ponto de distribuição e comércio e também com o consumidor final. Neste caso, uma pesquisa de mercado bem formulada e aplicada corretamente pode fornecer informações importantes sobre as relações com cada grupo'.A pesquisa de mercado em especial, continua a executiva, possibilita a análise da qualidade de produtos e serviços e é essencial para nortear as decisões da empresa. ' É um mercado que traz consigo uma imensa responsabilidade, que pode levar bem estar a um consumidor específico. Dessa maneira, cada informação precisa ser subsidiada por conhecimento técnico e científico. Além disso, o entendimento e identificação dos padrões de comportamento do consumidor são importantes para definir as estratégias mercadológicas', diz.Outro ponto importante, explica Danieli, é que a relação entre a marca e a confiança no produto é ainda mais evidente para o setor. 'Achar custa tempo e dinheiro. Somente usar a experiência e os sentidos para tomar uma decisão estratégica pode ser perigoso. O conceito de marca precisa ser constantemente gerenciado, já que, atualmente, o consumidor alia o valor à qualidade e à relação custo benefício de um produto. E a pesquisa de mercado é o mecanismo mais eficaz e confiável para obter informações representativas sobre essa interação', acrescenta.Ainda de acordo com ela, área da saúde é bastante competitiva e quanto maior o nível de informação, melhores as chances de se destacar no mercado. 'As grandes redes no varejo, as companhias internacionais na indústria e mesmo os medicamentos genéricas acirram a concorrência. Por isso, inovação sempre foi - e continuará sendo - a palavra de ordem para o setor. Mas é um item que depende necessariamente de elevados investimentos em pesquisa e desenvolvimento. O Brasil precisa se adequar a essa exigência', resume a diretora da Injoy Blend. Fonte: Portal Nacional de Seguros

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Anvisa decide se veta emagrecedores no país

A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reúne nesta quarta-feira (31) para decidir se veta ou não a comercialização de emagrecedores no Brasil. A resolução será tomada a partir do conteúdo de um relatório que é mantido em segredo pelo órgão. Especulações apontam que a Anvisa deverá manter a permissão apenas para um dos medicamentos, a sibutramina, mas com restrições na prescrição. Além da sibutramina, estão sob análise medicamentos derivados de anfetaminas - anfepramona, femproporex e mazindol. O Conselho Federal de Medicina se posicionou contra a proibição das drogas e afirmou que entrará na Justiça se necessário. O Brasil é um dos maiores consumidores de emagrecedores do mundo.
Informações do jornal Folha de São Paulo

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Genéricos precisam ser mais conhecidos pela população

 O Proteste, orgão de defesa do consumidor, vai sugerir ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que promovam campanhas para esclarecer profissionais de saúde e a população em geral sobre as vantagens dos medicamentos genéricos não só para o bolso como também para o tratamento médico. Além disso, vai solicitar à Anvisa a elaboração de um programa de controle que aumente o grau de segurança desses produtos, bem como o estímulo a testes comparativos e independentes entre a versão genérica e de marca. Estas são as principais propostas aprovadas na última terça-feira (23) no Seminário Internacional Proteste de Defesa do Consumidor, realizado em São Paulo, que teve como tema a relação entre medicamentos e consumidores no Brasil. Segundo a coordenação do instituto, a entidade deverá mobilizar o Conselho Federal de Farmácia para que estimule a participação de profissionais certificados nas farmácias e drogarias brasileiras, garantindo maior segurança ao consumidor. Além disso, vai pressionar o Congresso Nacional e os fóruns mundiaisi para o aperfeiçoamento da legislação brasileira sobre patentes de medicamentos, bem como incentivar campanhas que estimulem os consumidores a pedirem ao médico que prescrevam as versões genéricas dos medicamentos prescritos. As propostas se baseiam no resultado de uma pesquisa do instituto, divulgada durante o evento. Os dados revelam que a maioria das pessoas entrevistadas confia na segurança e eficácia dos genéricos, o que não é compartilhado pelos médicos ouvidos. Entre os consumidores ouvidos, 83% acreditam que os genéricos são tão eficazes quanto os medicamentos de referência, sendo que para 80% a segurança é idêntica. A maioria (90%) apontou facilidade na compra como uma vantagem. Entre os médicos que responderam aos questionários, 45% alegam suspeitar que o processo de avaliação e controle de qualidade dos genéricos é menos rigoroso do que o dos de marca. Embora 92% afirmaram ter prescrito genérico a pedido dos pacientes ou para reduzir o custo do tratamento, para 44% deles esses medicamentos são mais vulneráveis a falsificações. Para 30% desses profissionais, os genéricos não são tão eficazes e não são tão seguros; para 23% não são tão seguros como os de referência;  42% não têm o hábito de prescrevê-los; e, para 88%, os farmacêuticos infuenciam os consumidores a substituírem o medicamento prescrito pela versão genérica. Esses medicamentos passaram a ser vendidos no Brasil a partir de 2000 e atualmente respondem por 21% das vendas de medicamentos no país. A taxa, considerada ainda pequena, se deve a ações dos grandes laboratórios na Justiça para prolongar o prazo de vigência das patentes das marcas de referência, o que impede a produção das versões genéricas, e também a pressões das empresas sobre os médicos. Em sua palestra, o professor José Ruben de Alcântara  Bonfim, da Faculdade de Saúde Pública da USP, lembrou que os laboratórios farmacêuticos gastam com propaganda o dobro do que é aplicado em pesquisa de novos medicamentos.  'Pesquisa do Conselho Regional de Medicina de São Paulo aponta que 93% dos médicos recebem brindes e benefícios dessas empresas, como viagens', afirmou Ruben, que defendeu ações educativas sobre os genéricos. 'A população sabe apenas que custa mais barato. Já ouvi gente dizendo que esses medicamentos não teriam efeitos colaterais, o que é um absurdo. Afinal, têm os mesmos efeitos colaterais que os de referência'. Ele não poupou críticas à Anvisa. Segundo o professor, a cobrança de taxas para o registro de novos medicamentos (em torno de R$ 80.000) coloca em dúvida a independência da agência em relação aos grandes fabricantes. Presente ao seminário, o diretor adjunto da Anvisa, Norberto Rech, defendeu a idoneidade do órgão, alegando que as taxas recebidas são transferidas diretamente para o Tesouro Nacional. Luciano Lobo, coordenador técnico da Pró Genéricos, entidade que representa os fabricantes do setor, ressaltou que esses medicamentos poderiam ser mais baratos se não fosse a incidências de impostos, principalmente sobre as matérias primas, que geralmente são importadas. E destacou que a entidade está negociando novas alíquotas de impostos com setores do governo estadual paulista. 'Por mais irônico que seja, medicamentos veterinários são isentos de impostos, enquanto que os para tratamento humano sofrem forte carga tributária'.

Fonte: Rede Brasil Atual

A Anvisa pode liberar remédio emagrecedor com sibutramina

Depois de seis meses de debate, técnicos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) voltaram atrás e decidiram recomendar a manutenção da sibutramina, remédio usado para emagrecimento, no mercado brasileiro. Em relatório apresentado para membros da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme) da agência, a equipe manteve a decisão de indicar a proibição apenas das drogas dietilpropiona, femproporex e mazindol.  O documento propõe que a sibutramina continue no mercado, desde que sejam respeitadas algumas condições: a droga não pode ser prescrita por um período superior a 60 dias, o paciente tem de ter índice de massa corpórea (IMC) acima de 30 e ele também terá de assinar um documento em que confirma estar ciente de todos os riscos.  A nova versão do relatório será apresentada para diretores da agência, a quem caberá decidir o destino dos emagrecedores no País. Pela praxe, a diretoria colegiada - formada pelos quatro diretores da Anvisa - segue a recomendação do relatório técnico. Integrantes da Cateme afirmaram terem sido surpreendidos e se mostraram indignados com as novas indicações. A Cateme foi a responsável pelo primeiro relatório apresentado pela Anvisa, em fevereiro, recomendando a proibição do uso de todas essas drogas. Agora, em votação unânime, a Cateme foi contrária ao parecer do grupo técnico. Riscos e benefícios A equipe da Anvisa foi questionada sobre as razões da mudança de postura em relação aos emagrecedores. No início do ano, o mesmo grupo defendeu a retirada desses remédios - e a sibutramina era a vilã. O argumento era de que os riscos superavam os benefícios. Essa convicção foi mantida mesmo depois das duas audiências públicas realizadas pela Anvisa para ouvir especialistas e a sociedade.  No último encontro, em entrevista à reportagem, a chefe do Núcleo de Notificação da Anvisa, Maria Eugênia Cury, afirmara: 'Nenhum argumento ouvido nos encontros trazia um fato novo que mereceria a mudança do parecer'. Ontem, Maria Eugênia foi questionada sobre qual seria o fato novo. A resposta foi: 'Uma decisão da equipe técnica'.  O presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, Durval Ribas Filho, considerou a vitória parcial. 'É preciso esperar a decisão da diretoria colegiada da Anvisa. Mas o ideal seria que todos os remédios continuassem no mercado.' Ricardo Meirelles, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia concorda. 'Não é o melhor dos mundos, mas seria insensato proibirem a sibutramina', afirmou.

Fonte: Agência Estado