domingo, 2 de setembro de 2012

O INPI vai priorizar a análise de patentes de medicamentos usados pelo SUS


 O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) anunciou a priorização da análise de patentes que tenham medicamentos associados ao Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é reduzir o tempo de exame e incentivar a criação de novos genéricos no mercado nacional.

“Rapidamente, as indústrias farmacêuticas podem começar a produzir os genéricos”, disse o diretor de Patentes do instituto, Júlio César Castelo Branco Reis Moreira. A ideia é que os pedidos passem a ser examinados em, no máximo, um ano. “A meta é que a gente dê uma acelerada nos pedidos de patentes que o SUS prioriza”.

O diretor informou que hoje, o Inpi, que é vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, demora oito anos em média para conceder uma patente desse tipo.

Para combater o atraso no exame de patentes, o INPI também anunciou a criação de várias filas paralelas de pedidos. "O que a gente está procurando com a criação dessas filas é deixar claro e tratar cada uma de acordo com as suas particularidade e o tempo de análise e de decisão”.

Fonte: Agência Brasil

Confira o comunicado de imprensa do INPI

O presidente do INPI, Jorge Avila, anunciou, em São Paulo, no dia 27 de agosto, uma série de medidas para tornar o sistema de patentes mais ágil e eficiente. Entre os destaques, estão a criação de diversas filas para acelerar o exame dos pedidos e um procedimento prioritário para análise de patentes relacionadas aos remédios comprados pelo SUS.

Os pedidos de patentes que entram atualmente devem ser analisados em cerca de 5,4 anos, e a meta é chegar a quatro anos até 2015, alinhando o INPI aos padrões internacionais. As medidas citadas começam a ser implementadas pelo instituto nas próximas semanas.

No caso das filas, a ideia é separar pedidos que tenham situações semelhantes, de modo a acelerar quem pode andar mais rápido. Os pedidos de Modelo de Utilidade (MU), que respondem por quase 40% dos pedidos de brasileiros, terão um procedimento específico. A mesma coisa acontecerá com pedidos brasileiros ou estrangeiros que entram pelo sistema internacional PCT com busca e exame preliminares. Estes dois tipos podem ter o exame definitivo acelerado e, portanto, terão filas próprias.

Também haverá filas especiais para os pedidos de Patente de Invenção (PI) depositados por brasileiros e para as solicitações que entrem no exame colaborativo que está começando a ser feito na América do Sul e também com outros possíveis parceiros no futuro.

Sobre os medicamentos, a ideia é priorizar patentes ligadas à lista prioritária de produtos estratégicos no âmbito do SUS. Tal ação contribuirá para dar mais segurança e clareza ao mercado, além de contribuir, possivelmente, com redução de custos para o SUS e o surgimento de novos genéricos.

ANS abre consulta pública para definição de princípios para entrega de medicamentos em domicílio

29 de agosto de 2012 - A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abriu consulta pública para a proposta de resolução normativa que vai estabelecer princípios para a oferta de medicação de uso domiciliar para beneficiários de planos de saúde portadores de doenças crônicas. 

Medida tem como objetivo reduzir o sub-tratamento de doenças de maior prevalência na população, como diabetes e asma 

Segundo a agência, a medida tem como objetivo reduzir o sub-tratamento de doenças de maior prevalência na população, como diabetes, asma brônquica, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e hipertensão arterial, assim como deixar claras as regras para que o beneficiário entenda de que forma se dará a oferta. 

Ainda de acordo com a ANS, o artigo 10 da lei 9656 permite a exclusão da oferta de medicação domiciliar pelos planos de saúde, o que permite a obrigatoriedade desta cobertura. Portanto, a agência está propondo incentivos para as operadoras que oferecerem este tipo de tratamento. 

Durante trinta dias, de 4 de setembro a 3 de outubro, as sugestões à propostas de resolução normativa para oferta de medicação domiciliar podem ser encaminhadas pelo site da ANS na seção "participação da sociedade/consultas públicas". 

Além disso, a agência afirmou que outras formas de acesso a medicamentos já estão contempladas no rol de procedimentos e eventos da ANS. 

(Redação - www.ultimoinstante.com.br)

Leia Mais: http://www2.ultimoinstante.com.br/pt/noticias_20120829/setores_saude_industria_farmaceu/118813/ANS-abre-consulta-pública-para-definição-de-princípios-para-entrega-de-medicamentos-em-domicílio.htm#ixzz25MEegSfd

O Conselho Nacional de Saúde publica moção de repúdio à RDC nº 41, da Anvisa



O Conselho Nacional de Saúde (CNS) publicou, no dia 24 de agosto, uma moção de repúdio à Resolução da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa (RDC No. 41, de 27 de julho de 2012) – que permite que medicamentos isentos de prescrição (MIPs) fiquem ao alcance dos usuários nas farmácias e drogarias.

Com a publicação, o CNS se junta ao Conselho Federal de Farmácia (CFF), à Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), ao Conselho Federal de Medicina (CFM) e à Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) que consideram a medida da Anvisa sem fundamentação técnica e baseada em argumentos inconsistentes. Para as entidades, a decisão da Anvisa induz à automedicação e ao uso irracional de medicamentos, contribui para o aumento no total de casos de intoxicação por medicamentos e estimula a falsa percepção de que remédios isentos de prescrição são inofensivos ou não fazem mal.

O programa Farmácia Popular cresce 80%



O Aqui Tem Farmácia Popular, programa do governo federal em parceria com a iniciativa privada, registrou crescimento de 80,78% nas vendas do primeiro semestre de 2012 comparado ao mesmo período do ano passado, movimentando mais de R$ 218.000.000 O atendimento do programa também foi ampliado, em 83,69%, superando 9.100.000 pessoas.

A categoria foi a que registrou o maior aumento porcentual no balanço do primeiro semestre da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), com dados da Fundação Instituto de Administração, ligada à Universidade de São Paulo (FIA/USP).

As vendas nas 31 maiores redes de farmácias e drogarias do Brasil apresentaram evolução, movimentando R$ 11,9 bilhões - 18,38% a mais do que nos primeiros seis meses do ano passado. Os medicamentos somam R$ 8,3 bilhões (+17,59%) e os não-medicamentos chegam a R$ 3,6 bilhões - alta de 20,21%. "Todos esses números exponenciais, em especial do Farmácia Popular, revelam um setor cada vez mais profissionalizado e, ao mesmo tempo, atento às demandas e necessidades do consumidor", analisou o presidente executivo da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto.

Outro destaque do balanço são os medicamentos genéricos, que cresceram 31,94% e superaram R$ 1,4 bilhão em vendas na primeira metade do ano.

Fonte: Agência Estado