sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Bahiafarma: mais cinco municípios baianos com unidades da Farmácia Popular do Brasil

Até abril do próximo ano, mais cinco municípios baianos deverão contar com unidades da rede própria da Farmácia Popular do Brasil. As novas unidades, que serão gerenciadas pela Bahiafarma, serão abertas em Monte Santo, Serrinha, Seabra, Barra e Conceição do Coité.
O Programa Farmácia Popular do Brasil tem como objetivo a ampliação do acesso da população aos medicamentos básicos e essenciais, com a diminuição dos custos. O programa não tem fins lucrativos e os medicamentos podem chegar ao consumidor com preços até 90% menores que nas farmácias convencionais.
O anuncio foi feito pelo secretário da Saúde do Estado, Jorge Solla, em um encontro com prefeitos das cidades que receberão os estabelecimentos.
Além de Jorge Solla, participaram do encontro com os representantes municipais a diretora geral da Bahiafarma, Julieta Palmeira, e o superintendente de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia em Saúde, Alfredo Boa Sorte.
O Programa Farmácia Popular do Brasil tem como objetivo primordial a ampliação do acesso da população aos medicamentos básicos e essenciais, diminuindo seus custos e, conseqüentemente, seu impacto sobre o orçamento familiar. Os medicamentos podem chegar a ter um preço 90% menor que as farmácias convencionais. O Programa não tem fins lucrativos, servindo basicamente como ferramenta de inclusão social, ao passo que assegura à população, fácil e eficiente acesso a medicamentos de baixo custo.


Fonte: Secretaria da Saúde do Estado da Bahia

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Anvisa faz alerta sobre risco de pílula anticoncecpional

 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta segunda-feira (31) um alerta sobre os possíveis efeitos colaterais das pílulas anticoncepcionais combinadas (COCs), sendo as mais conhecidas no mercado a Yaz e a Yasmin.  A medida foi tomada após um novo estudo internacional reforçar que os anticoncepcionais que contêm o hormônio drospirenona aumentam em até três vezes o risco de trombose venosa entre as usuárias. Em nota, a fabricante destes medicamentos, o laboratório Bayer, informou que tem conhecimento da nova pesquisa, mas que ainda analisa os resultados para comentá-los. A Bayer afirmou também que 'os resultados de estudos de segurança realizados pós-comercialização de até 10 anos dão suporte à conclusão da Bayer de que os produtos são seguros e eficazes quando utilizados conforme indicação médica.' Estas pílulas ganharam popularidade por provocarem menos reações adversas - comuns nos anticoncepcionais, como inchaço, ganho de peso, dores de cabeça e também diminuição da libido -, benefícios agregados justamente por serem produzidas com doses diferenciadas de hormônios que agora, tudo indica, mostram-se como responsáveis pelo o aumento da incidência dos coágulos.O novo ensaio científico - que levou a Anvisa a emitir o alerta - foi publicado semana passada no periódico científico Britsh Medical Journal, uma das revistas médicas mais respeitadas no meio acadêmico. Nele, pesquisadores dinamarqueses revisaram os dados de todas as mulheres da Dinamarca que não ficaram grávidas no período entre 2001 e 2009. Foi constatado o registro de 4.200 casos de trombose venosa. Na comparação entre usuárias de pílula tipo COC e usuárias de pílulas só com progesterona, o risco do problema que resulta em trombose foi duas vezes maior. Quando foram comparadas a mulheres que não usavam nenhum medicamento contraceptivo, a incidência nas usuárias das pílulas do tipo COC foi três vezes maior.No mês passado, a FDA (Food and Drug Administration), agência norte-americana responsável por regular o mercado de alimentos e medicamentos nos EUA, já havia emitido um comunicado de advertência sobre estes efeitos colaterais no sistema venoso feminino. A Anvisa agora segue a mesma linha e avalia que mesmo sem novos achados contundentes para a proibição do medicamento, vai reforçar aos médicos que fiquem atentos aos possíveis casos de trombose entre as usuárias. Na nota técnica, a agência brasileira orienta que os profissionais notifiquem qualquer efeito colateral apresentado por suas pacientes, mesmo que eles já estejam previstos na bula.Benefícios e malefícios O presidente da Comissão de Contracepção da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Rogério Bonassi, ponderou que os novos resultados dinamarqueses ainda não são definitivos e que não há motivo para pânico ou alarde. 'A trombose, mesmo entre usuárias de pílulas Yaz e Yasmin, é um evento muito raro', afirma.'Entre usuárias de anticoncepcionais comuns, o risco de trombose é de cinco casos para cada 100 mil mulheres. A incidência, portanto, aumenta para 10 casos em 100 mil entre as consumidores de COCs, uma incidência ainda muito pequena', avalia. 'Isso sem contar que a gravidez é um fator de risco muito maior para este problema venoso. Entre as grávidas a incidência é de 60 casos em cada 100 mil.' Ainda de acordo com Bonassi, os benefícios destas pílulas são muitos, em especial na redução de sensações desagradáveis para as pacientes. Ele afirmou também que a trombose tem causa genética e não é muito influenciada por hábitos de vida (exceto obesidade). Por isso, defente o especialista, todos os métodos contraceptivos precisam ser discutidos entre o médico e paciente antes de iniciar o uso. fonte: Midia News

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Preço de genérico varia até 951% em farmácias do País

Pesquisar dentro do bairro onde mora já garante gasto menor com os medicamentos
 Os preços dos remédios mais vendidos nas farmácias têm variado mais que a saúde de seus próprios doentes. Uma pesquisa do Procon-SP mostrou que o preço dos medicamentos pode variar em torno de 951%, a exemplo do anti-inflamatório Diclofenaco Sódico (50 mg). No Rio, o popular Paracetamol (750 mg) tem variação de 271%. Diante dos disparates, pesquisar preços e exigir descontos são os caminhos da economia.

Nas farmácias cariocas, conforme O DIA constatou em quatro grandes redes de varejo, os dez remédios genéricos mais vendidos sofrem variações grandes de preço.

Um dos campeões para tratar dores no estômago, o Omeprazol (20 mg), é vendido de R$ 12,90 a R$ 39. A variação fica em 200%. Outro medicamento que tem preço instável é o regulador de pressão Captopril (25 mg), com variação de 174%, ficando nas prateleiras entre R$ 5,95 a R$ 16,30. O Paracetamol é encontrado de R$7,40 a R$ 1,99, uma variação de 271%.

Em São Paulo, o genérico com a maior diferença de preço foi o Diclofenaco Sódico (50 mg) encontrado em um estabelecimento por R$ 9,36, em outro, por R$ 0,89, uma diferença de R$ 8,47 entre os dois locais na cidade.

Para o coordenador da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), Luciano Lobo, o método de procura é uma dica valiosa: “Tem que gastar sola de sapato mesmo. Hoje há uma farmácia ao lado da outra praticamente. Dá para fazer pesquisa do bairro onde mora e conseguir preços mais em conta”, aconselha.

A peregrinação por preço mais baixo

A aposentada Patrícia Bárbara Xavier, de 65 anos, achou uma solução prática. Moradora de Copacabana, ela recorre à caminhada para conseguir bons preços: “A gente tem que andar mesmo. Aproveito que aqui é tudo pertinho e vou pesquisando”, diz, ressaltando o gasto de R$ 300 por mês com medicação para pressão.
Arte: O Dia
Arte: O Dia
De outro lado, o aposentado Ivan Carneiro Peixoto, de 78 anos, aposta na sorte: “Conheço farmácias que vendem sempre mais barato e procuro sempre elas. Acho importante a procura, mas gosto de algumas farmácias”, diz.

Dicas

INTERNET À FAVOR
Em geral, os consumidores possuem uma ferramenta útil na busca por preços de genéricos mais em conta. Aqueles que recorrem ao meio digital descobrem com mais facilidade preços mais baratos na própria cidade ou estado.

LISTA EM MÃOS
Para economizar é preciso se programar. Além disso, os especialistas garantem que saem na frente aqueles que se organizam para percorrer as principais farmácias do bairro perguntando pelos preços.

PREÇO CAMARADA
Clientes antigos de algumas farmácias costumam receber descontos polpudos na hora da compra. Vale a amizade!

De lupa

ECONOMIA —A variação de preço pode ser uma arma do consumidor na hora da compra. Pesquisando o valor dos medicamentos em farmácias diferentes as boas surpresas surgem.

PREGUIÇA — Quem desiste da peregrinação pelas farmácias acaba engolindo o primeiro preço que encontrar. Lidar com a sorte é perigoso e os primeiros valores podem ser os mais altos.

O DIA
Fonte

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Estudo descarta vínculo entre remédios para déficit de atenção e ataque cardíaco

Reduzir Normal Aumentar Imprimir WASHINGTON, 1 Nov 2011 (AFP) -Um amplo estudo realizado com mais de um milhão de crianças e jovens adultos demonstrou não haver um risco maior de ataque cardíaco entre as pessoas que tomam medicamentos para o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (ADHD). "Este amplo estudo demonstrou não haver evidências de que o uso corrente de um medicamento ADHD esteja associado a um risco ampliado de eventos cardiovasculares sérios", destacaram os autores do estudo, publicado na edição desta terça-feira do New England Journal of Medicine.
Segundo especialistas, a pesquisa deverá pôr um fim às preocupações levantadas alguns anos atrás nos Estados Unidos e no Canadá sobre os potenciais riscos cardíacos de se dar aos jovens medicamentos estimulantes como a ritalina.
Um total de 1,2 milhão de pessoas com idades entre 2 e 24 anos participaram da pesquisa, conduzida por William Cooper, dos departamentos de pediatria e medicina preventiva da Universidade Vanderbilt, em Nashville, Tennessee.
A análise incluiu crianças com problemas cardíacos congênitos, um grupo supostamente com um risco maior de sofrer ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral.
Os cientistas não conseguiram descobrir a existência de qualquer risco maior em comparação com crianças que não fazem uso destes medicamentos.
Segundo Andrew Adesman, chefe de pediatria comportamental e desenvolvimental do Centro Médico do Hospital Infantil Steven & Alexandra Cohen, em Nova York, os dados "são em geral bastante tranquilizadores" e alinhados com estudos anteriores e menores.
"Este novo estudo novamente não encontrou associação entre tratamento com medicamento estimulante e morte súbita cardíaca, infarto do miocárdio ou derrame", disse Adesman, que não participou do estudo.
As descobertas, segundo ele, devem dar "mais tranquilidade a famílias e clínicos", acrescentou.